segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Em ato por políticas sociais, moradores de rua acampam no centro de SP


Moradores de rua passaram a madrugada desta segunda-feira acampados na praça da Sé, no centro de São Paulo, para reivindicar políticas sociais de apoio à população em situação de rua. A manifestação, que começou na noite de domingo e terminou nesta manhã, reuniu mais de 100 pessoas.
A mobilização faz parte do Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. O dia 19 de agosto faz referência ao massacre da Sé, nome pelo qual ficou conhecido o episódio em que sete pessoas foram mortas em 2004. Até hoje, nenhum dos suspeitos foi preso. A data também foi lembrada em Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Vitória.
Levantamento da prefeitura informa que 14,5 mil pessoas vivem nas ruas de São Paulo. O documento mostra que 47% dessas pessoas estão nas ruas e 53% em abrigos.
Kátia Lúcia dos Santos, 33, vive há 8 anos na Praça da Sé e relata dificuldades para conseguir sobreviver. "Sai de casa porque briguei com meus pais. Os primeiros dias foram muito difíceis, mas nunca pensei em voltar", disse a moradora de rua. Segundo ela, faltam oportunidades que a possibilitem sair dessa situação. "Quando a gente procura trabalho, precisa ter residência fixa."
O padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, avalia que são necessárias ações em diversas áreas e não só de assistência social para atendimento a esse público.
"Não podemos ter respostas que sejam sempre as mesmas, por exemplo, o albergue. Essas pessoas não podem ser atendidas por compartimentos. Os atendimentos precisam estar integrados", defende o padre.
Lancellotti cita, entre as áreas que precisam ser contempladas, saúde, educação, moradia e trabalho.

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