segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Polícia Rodoviária Federal começa hoje greve nacional

Servidores parados só vão atender ocorrências com vítimas. Pausa não tem data para acabar



Os servidores da PRF (Polícia Rodoviária Federal) entraram em greve nesta segunda-feira (20) e só vão atender ocorrências graves, ou seja, acidentes de trânsito com vítimas e outras situações relacionadas à vida do cidadão. O efetivo será reduzido para 30%, como determina a lei, e a greve não tem data para acabar. 

A decisão pela greve foi confirmada no último sábado (18), em assembleia com representantes dos 24 sindicatos da categoria. De acordo com o presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Pedro Cavalcanti, a ideia é ter até a próxima quinta-feira (23), todos os sindicatos de braços cruzados. 

— Nós decidimos pela greve, e cada Estado está realizando os trâmites legais, notificações etc, para que a greve comece para valer. Enquanto estivermos parados, só serão atendidos os serviços que chamamos de essenciais, como acidentes com vítimas e assaltos em carros nas rodovias. 

Até o início da tarde, segundo Cavalcanti, dois Estados confirmaram o início da greve: Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
om a paralisação, a fiscalização rotineira será suspensa. Acidentes sem vítimas não serão atendidos pelos agentes da PRF. O trabalho de combate aos crimes como o roubo de cargas, tráfico de drogas, contrabando, descaminho, sonegação de impostos, exploração sexual de crianças e adolescentes e crimes de trânsito, só funcionarão no limite de 30% do efetivo. 

No caso de acidentes com vítimas, apesar de atender os motoristas e passageiros, os servidores da PRF não vão fornecer documentos, como o boletim de ocorrência. O boletim é cobrado pelo seguro de veículos para iniciar o sinistro e providenciar a reparação do veículo, por exemplo. 

Operação-padrão 
No início do mês, a FenaPRF organizou operações-padrão em 25 Estados e no Distrito Federal. Apenas o Piauí não aderiu ao movimento. 

A operação-padrão é um protesto dos policiais por melhores salários e melhores condições de trabalho. Para pressionar o governo, os agentes intensificam as fiscalizações em alguns pontos das estradas, deixando os motoristas parados em congestionamentos quilométricos. 

Na última semana, a Justiça proibiu a realização de operações semelhantes pela PRF e também pela PF (Polícia Federal). 

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